
Espaço reservado para postagem de artigos relacionados à reprodução em suínos, com comentários efetudados pelos acadêmicos deste grupo, e possíveis debates com visitantes.


A qualidade genética dos reprodutores de um sistema de produção é considerada a base tecnológica de sustentação de sua produção. O desempenho de uma raça ou linhagem é fruto de sua constituição genética somada ao meio ambiente em que é criada. Por meio ambiente entende-se não só o local onde o animal é criado, mas também a nutrição, a sanidade e o manejo geral que lhe é imposto. Portanto, de nada adiantaria fornecer o melhor ambiente possível para um animal se este não tivesse capacidade genética, ou potencial genético como é normalmente chamado, de beneficiar-se dos aspectos positivos do meio, em especial a nutrição e a condição sanitária, para promover o aumento da produtividade.
Antes de decidir a compra dos reprodutores, o produtor deve observar as especificações dos suínos a serem produzidos, com base no mercado a ser atendido, pois isso poderá ser decisivo na escolha do material genético. Toda a escolha deve basear-se em dados técnicos que permitam ao produtor projetar os níveis de produtividade a serem obtidos. A experiência de outros produtores em relação a determinada genética é ainda mais importante que os dados disponibilizados pelo fornecedor. O produtor não deve esquecer, nesses casos, de verificar as condições de criação que estão sendo observadas e aquelas que serão oferecidas aos animais em seu sistema de produção, de forma a minimizar possíveis interações genótipo/ambiente que serão decisivas na obtenção dos índices de produtividade. O acompanhamento pós venda do material genético também é um fator importante a ser considerado na decisão de compra, pois garantirá orientação adequada para atingir as metas de produtividade, preconizadas pelo fornecedor, bem como a necessária substituição de animais não produtivos.
A produção de suínos de abate pode ser feita usando vários esquemas de cruzamento, como por exemplo os fixos de duas, três ou quatro raças, o retrocruzamento ou mesmo os cruzamentos rotativos de duas ou mais raças. Todos eles, no entanto, são menos eficientes na produção de animais para o abate, comparados ao cruzamento de uma fêmea híbrida de linha fêmea, especializada na produção de leitões, com macho puro ou híbrido de linha macho, capaz de imprimir bons índices produtivos e excelentes características de carcaça na progênie.
Essa recomendação fundamenta-se no uso de reprodutores que permitem explorar ao máximo o vigor híbrido ou heterose e a complementariedade entre as raças ou linhas que irão formar a constituição genética do produto final destinado ao abate. Em complementação, a procedência dos reprodutores de programas de melhoramento, garante uma menor distância entre a última geração de seleção ocorrida no rebanho núcleo e a geração dos reprodutores que estão sendo usados na produção comercial. Dessa forma, os ganhos genéticos fluem mais rapidamente através da pirâmide de produção, possibilitando uma melhor produtividade para o sistema de produção.
Qualidade genética
A seleção dos animais para a melhoria das características economicamente importantes ocorre nas granjas núcleo, com raças puras ou sintéticas, as quais transferem o material genético para os rebanhos multiplicadores que produzem, principalmente fêmeas, para os rebanhos comerciais ou produtores de suínos de abate. Em função da menor demanda de machos, os rebanhos núcleo também repassam para os rebanhos comerciais, machos puros ou sintéticos que excedem as necessidades de sua reposição, dos rebanhos multiplicadores, e de abastecimento das Centrais de Inseminação Artificial (CIA).

http://www.cnpsa.embrapa.br/sgc/sgc_publicacoes/cot219.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rbz/v36n2/18.pdf
http://www.terrastock.com.br/default.asp?i=br&p=detalhes&cod=b4056

O reconhecimento dos sinais do cio para escolha
Diagnóstico da ovulação por ultra-sonografia
Até pouco tempo, não era possível diagnosticar o momento da ovulação com precisão, pois os métodos utilizados baseavam-se em níveis hormonais ou indução da ovulação com hormônios exógenos (Viana, 1998). Atualmente, há maior precisão no processo de diagnóstico da ovulação, com a utilização da ultrasonografia em tempo real, a qual não provoca estresse, nem danos físicos ao animal nem ao examinador.
No monitoramento da dinâmica folicular e da ovulação, através da ultra-sonografia, Nissen et al. (1995) detectaram folículos, no início do estro, com diâmetro de 4 a 6 mm e alcançando um tamanho máximo de 7 a 10 mm, no qual permaneciam por aproximadamente 24 h até a ovulação. No entanto, segundo Weitze et al. (1989), logo após a ovulação, um pequeno conteúdo de sangue indicaria a presença de corpos hemorrágicos, os quais não são tão tensos quanto
os folículos pré-ovulatório e, conseqüentemente, não são definidos tão claramente
nas imagens.